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  • Débora Ventura

O poder do alongamento.


Observe um gato. Postura elegante, movimentos precisos, força e impulsão perfeitas. Por trás de todas essas características admiráveis, encontra-se um hábito frequente de alongamento.

De tempos em tempos, os gatos esticam os músculos das pernas e coluna, preparando-os para o movimento. Este é um exemplo da perfeição da natureza, que também nos deu o instinto do alongamento, que se manifesta ao nos espreguiçarmos.

No entanto, precisamos de muito mais, devido aos nossos hábitos de vida. Os encurtamentos fazem com que, no início, a realização dos alongamentos não seja tão confortável. Mas com a prática, passamos a sentir o prazer de ter um corpo mais livre, leve e solto.

Para compreender a importância dos alongamentos é preciso entender os músculos: estruturas elásticas formadas por fibras, que se movem umas em relação às outras, e que ao se contraírem promovem o movimento articular. Se o músculo é mantido por muito tempo no mesmo comprimento, encurtado, tem sua flexibilidade diminuída, o que gera diminuição da amplitude de movimento de uma articulação.

Por exemplo, as funções que exigem oito horas diárias na posição sentada, fazem com que o joelho fique flexionado muito tempo. O resultado, a longo prazo, é a dificuldade de estende-lo completamente. Ou ele até estende, mas precisa que outra articulação da cadeia posterior de músculos esteja flexionada.

O ideal é que se escute o próprio corpo para saber quais as partes que precisam ser alongadas. Além disso, cada pessoa tem um padrão postural, que gera certas tendências individuais ao encurtamento. Se não souber qual o seu, o ideal é que você faça uma avaliação para descobrir, e assim, inclui-los no seu dia-a-dia.

Ao acordar, os alongamentos preparam o corpo, lubrificando nossas “engrenagens” articulares. Esse é um dos motivos que explica a importância de sua realização antes das atividades físicas. Ao longo do dia, quando o corpo se encontra há algum tempo na mesma posição ou atividade, o alongamento previne lesões e estimula a circulação, mantendo a eficácia dos movimentos. No fim do dia, ou após o exercício, o alongamento é útil para relaxar o corpo, diminuindo as chances de bloqueios circulatórios e energéticos.

Para dar resultado, um alongamento deve durar, no mínimo, 40 segundos. A intensidade é determinada pelo conforto. Você deve sentir “esticar” o músculo que está sendo alongado. Mas sem exageros, pois isso levaria a uma reação de proteção, que tensiona o músculo ao invés de soltá-lo.

O alongamento estimula a consciência do corpo, o contato interno, e é uma ferramenta eficiente para ouvirmos os sinais do organismo para possíveis desequilíbrios, sendo assim uma importante ferramenta de prevenção. Além de uma grande fonte de juventude, afinal, como já disse Joseph Pilates: “Você é tão jovem quanto a flexibilidade da sua coluna”.

Débora Ventura Fisioterapeuta Especialista em Medicina Tradicional Chinesa Acupunturista - Osteopata

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