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  • Débora Ventura

Gelo ou Calor. Qual utilizar?


Distensão, estiramento, entorse, fratura. A definição de uma lesão não é o mais importante pra saber se o melhor é aplicar gelo ou calor sobre ela. A utilização desse recurso físico na medicina é comum desde a antiguidade, mas até hoje é um assunto muito controverso. Existe, no entanto, um jeito simples de escolher entre o aquecimento e o resfriamento em casos de lesão.

Antes de tudo, precisamos entender o que é a inflamação. A reação inflamatória é a resposta do corpo a uma agressão. Apesar de importante para o restabelecimento das funções, a inflamação precisa ser controlada. Ela gera dor, e se prolongada pode transformar uma lesão aguda em crônica, ou persistente.

Quando lesionamos uma parte do corpo, acontece um aumento da circulação no local. Os vasos sanguíneos ficam mais calibrosos, para que o sangue possa deixar passar células importantes que combatem o fator agressor e regeneram a área. É esse excesso de sangue que gera os sinais da inflamação: calor, vermelhidão, inchaço e dor.

Sempre que observamos esses sinais no corpo, a melhor conduta, sem dúvidas, é resfriar a região afetada. A aplicação de gelo ajuda a diminuir o calibre dos vasos, o metabolismo e a sensibilidade à dor na região, ou seja: combate a inflamação. Em um segundo momento, o gelo é vasodilatador, e esse é um dos motivos pelos quais não se deve exceder os 20 minutos por aplicação.